quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

The Perks of Being Mariana Vol. VIII - É tu, né, Iara?

Houve uma época em que era febre ouvir pela internet os trotes por telefone que as pessoas recebiam. Um dos mais conhecidos era o do "É tu, né, Iara?" (depois vocês procuram nas internetes), inclusive a minha família conhecia e até brincava quando ligava pra alguém pelo telefone, dizendo a frase chave do trote - principalmente eu com a minha mãe.

Tínhamos acabado de chegar de viagem na casa do meu tio quando minha tia sugeriu que eu e minha irmã ligássemos para minha mãe, avisando que chegamos. Foi o que eu fiz. Peguei o celular e disquei o número dela.
- Alô?
- É TU, NÉ IARA?
- Oi?
- Mãe, sou eu!
- Eu quem?
- Mãe, a Mari, sua filha...
- Eu não tenho filha, você ligou errado.
- Ah, sim, desculpa. - Disse com voz desanimada, desligando o telefone. Tentei novamente.
- Alô?
- É TU, NÉ, IARA?
- Oi?
- Mãe, sou eu, a Mari, sua filha!
- Desculpa mas você ligou errado.
- Ah, sim, desculpa. - Novamente desliguei, pensando se havia discado o número errado ou se minha mãe que estava me passando um trote. Liguei pela última vez, um tanto quanto desanimada.
- É TU, NÉ IARA?
- MAS DE NOVO ESTÃO ME LIGANDO?!
- Mãe, para de brincadeira, mãe! É a Mari, a sua filha! Para de brincar, é sério!! Para de brincadeira, é a sua filha, mãe...! A MARI!
A mulher que estava do outro lado da linha percebeu meu desespero, então acabou falando:
- Meu bem... Eu não sou a sua mãe. Você ligou errado, aqui quem fala é a Carol. - Dizendo pausadamente o "Carol". - Eu não sou a sua mãe. - Disse novamente, depois desligou o telefone.
- Ah, sim, desculpa. - Disse ao vazio no telefone.

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